Juntamente com um grupo de amigos portugueses tive a oportunidade de conhecer ontem a discoteca Chilliout, na Ilha de Luanda: um lugar aprazível à beira mar em que a pista de dança termina próximo da areia e bem próximo às ondas do mar.
De freqüência heterogênea percebemos um grande número de estrangeiros (ou expatriados, como são chamados aqui), misturando-se ao povo local no ritmo dançante do Dg. Muita gente bonita! Perguntei-me onde se esconderiam estas pessoas no dia-a-dia.
Ao chegar na entrada da danceteria nos posicionamos no final da fila e fomos surpreendidos com o segurança nos chamando para entrar, não obstante todas as pessoas à nossa frente. Imaginei que meus colegas talvez tivessem um bilhete Vip, mas não era o caso. Percebi logo em seguida que a casa reserva o direito de admissão!
Não sei que critérios subjetivos ou econômicos são utilizados mas a verdade é que me senti um pouco constrangido até entender o que estava ocorrendo. Certamente não foram meus lindos olhos, nem tampouco minha aparência exuberante ...
O direito de admissão revela uma forte discriminação social, pois deixa à mercê de uns poucos a escolha de quem entra ou não, independente da casa estar cheia ou vazia. Pergunto-me se não seria menos ruim manter “apenas” a discriminação econômica; digo isto pois cobrar Kz 2.000 (cerca U$D 26) pelo ingresso já é uma forma de discriminar, pois aqui muitos sequer têm este valor para sua subsistência diária. Ouvi dizer que o salário mínimo local é de U$D 60!
“Reserva-se o direito de admissão”é uma maneira elegante de dizer “Nós somente aceitamos ricos e bonitos”, como não sou rico creio que fui categorizado como bonito que acrescento por conta própria “gostoso” (rs).
domingo, 7 de junho de 2009
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