
É necessário tecer comentários sobre os preços de itens alimentícios praticados em Luanda, considerados os mais caros do mundo.
A moeda local é o Kwanza que pelo câmbio de hoje equivale a U$D 79 e R$ 31. Tanto o Kwanza como o dólar convivem pacificamente no dia-a-dia dos angolanos, sendo possível efetuar compras com ambas moedas concomitantemente, pois as pessoas locais já estão acostumadas e fazem o câmbio com uma rapidez impressionante. Paga-se em dólar, recebe-se troco em Kwanza e por ai vai ...
Existem mercados e mini-mercados espalhados por toda a cidade, a questão é o valor das mercadorias que são elevadas. Para se ter uma idéia, hoje no almoço fui a uma restaurante próximo, muito simples e sem luxos, e pedi o prato do dia equivalente a Kz 1.700 ou US$ 21,50, que consistia num peixe grelhado, arroz, meia fatia de banana cozida e duas fatias de batata doce e só.
Encontramos um restaurante bom, perto do centro, que serve comida a quilo ou take away, como dizem aqui. O interessante é que embora a comida seja pesada, quem serve a porção no prato é o garçom, sob a orientação do cliente. Chama-se Flor da Sé e tem um cardápio variado e sabor bem agradável, com um valor relativamente acessível para os preços locais. Contudo é necessário enfrentar longas e demoradas filas e depois disputar de qualquer lugar disponível, pois o lugar é pequeno para a demanda. Percebo que a gastronomia é um dos segmentos que carecem de investimentos por aqui, quem quiser investir ...
Contudo, é um deleite ir ao mini-mercado, caso não tente converter todos os preços para o R$. Existem produtos de todas as partes do mundo, coisas que sequer conhecia. Neste momento estou tomando um suco embalado na África do Sul, com alguns biscoitos italianos e manteiga francesa. O conselho dos brasileiros que residem há mais tempo é de esquecer este negócio de conversão das moedas, pois por motivos óbvios aqui não é possível encontrar os mesmos valores praticados no Brasil. O importante é tentar manter a liquidez para não decretar falência pessoal e solicitar remessas de dinheiro dos amigos do além mar. (rs)

Também é possível comprar legumes e frutas em todo lugar, pois são facilmente encontrados com senhoras que os carregam na cabeça em balaios para pronta revenda, alguns dos quais com aspectos higiênicos questionáveis. Entretanto, hoje tentei negociar a compra de batatas doce (que pareciam ter bom aspecto), com uma senhora que tem um ponto em frente à portaria do prédio em que moro. Imaginem que ela me pediu Kz 500 (R$ 16,12) por 07 batatas , ofereci Kz 200 (R$ 6,45) por 03 batatas e ela não aceitou e se recusou a vender; nem me deu atenção e, o pior, fiquei sem batatas para o café da noite. Os angolanos são duros na queda, vou continuar exercitando a arte da negociação, mas terei que mudar as estratégias.
A moeda local é o Kwanza que pelo câmbio de hoje equivale a U$D 79 e R$ 31. Tanto o Kwanza como o dólar convivem pacificamente no dia-a-dia dos angolanos, sendo possível efetuar compras com ambas moedas concomitantemente, pois as pessoas locais já estão acostumadas e fazem o câmbio com uma rapidez impressionante. Paga-se em dólar, recebe-se troco em Kwanza e por ai vai ...
Existem mercados e mini-mercados espalhados por toda a cidade, a questão é o valor das mercadorias que são elevadas. Para se ter uma idéia, hoje no almoço fui a uma restaurante próximo, muito simples e sem luxos, e pedi o prato do dia equivalente a Kz 1.700 ou US$ 21,50, que consistia num peixe grelhado, arroz, meia fatia de banana cozida e duas fatias de batata doce e só.
Encontramos um restaurante bom, perto do centro, que serve comida a quilo ou take away, como dizem aqui. O interessante é que embora a comida seja pesada, quem serve a porção no prato é o garçom, sob a orientação do cliente. Chama-se Flor da Sé e tem um cardápio variado e sabor bem agradável, com um valor relativamente acessível para os preços locais. Contudo é necessário enfrentar longas e demoradas filas e depois disputar de qualquer lugar disponível, pois o lugar é pequeno para a demanda. Percebo que a gastronomia é um dos segmentos que carecem de investimentos por aqui, quem quiser investir ...
Contudo, é um deleite ir ao mini-mercado, caso não tente converter todos os preços para o R$. Existem produtos de todas as partes do mundo, coisas que sequer conhecia. Neste momento estou tomando um suco embalado na África do Sul, com alguns biscoitos italianos e manteiga francesa. O conselho dos brasileiros que residem há mais tempo é de esquecer este negócio de conversão das moedas, pois por motivos óbvios aqui não é possível encontrar os mesmos valores praticados no Brasil. O importante é tentar manter a liquidez para não decretar falência pessoal e solicitar remessas de dinheiro dos amigos do além mar. (rs)

Também é possível comprar legumes e frutas em todo lugar, pois são facilmente encontrados com senhoras que os carregam na cabeça em balaios para pronta revenda, alguns dos quais com aspectos higiênicos questionáveis. Entretanto, hoje tentei negociar a compra de batatas doce (que pareciam ter bom aspecto), com uma senhora que tem um ponto em frente à portaria do prédio em que moro. Imaginem que ela me pediu Kz 500 (R$ 16,12) por 07 batatas , ofereci Kz 200 (R$ 6,45) por 03 batatas e ela não aceitou e se recusou a vender; nem me deu atenção e, o pior, fiquei sem batatas para o café da noite. Os angolanos são duros na queda, vou continuar exercitando a arte da negociação, mas terei que mudar as estratégias.
Crédito das fotos:
Foto Cuca: José Cardoso, Francisco Lopes e São Pinhão.
Foto Mulheres Vendendo frutas e verduras: Alexandre Coutinho

Que maravilha poder viajar com seus olhos e ouvidos amigo..!
ResponderExcluirContinue a escrever..estou adorando ler seus pontos de vistas sobre uma terra nunca dantes navegada por nós e tão próxima, da Bahia.
Estarei a mandar minhas visões como um brasileiro errante em terras africanas.
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